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Liderança & Governança

Conselhos de administração: distração ou oxigenação para um CEO empreendedor?

Pedro Ripper 30 de abril de 2026 3 min de leitura
Balança entre Time/Focus e Learning/Inspiration — o trade-off de um CEO ao participar de conselhos de administração.

Já me perguntaram muitas vezes por que, sendo CEO e co-fundador de uma empresa listada, invisto tempo em conselhos de administração de outras empresas. As provocações vêm de dois ângulos.

A primeira é o foco. Toda hora dedicada a um conselho compete com a operação principal. É verdade.

A segunda é a assimetria entre risco e retorno. Como conselheiro independente em companhia aberta, você assume responsabilidade fiduciária relevante, com dever reforçado de representar o minoritário. Se o critério for puramente remuneração, raramente compensa.

Não discordo dos dois pontos. Por isso, dosimetria e escolha da empresa correta são chave. Não mais que um ou dois conselhos fora do meu papel na Bemobi, e só em empresas que tragam algo novo e justifiquem o tempo e a responsabilidade

Os critérios que aplico:

Tive a sorte de entrar em conselhos relativamente “jovem”, há uns 12 anos. Alguns que ilustram bem:

Mas talvez o aprendizado mais subestimado seja outro: estar em conselhos diversos te forma também como empreendedor. Vivi conselhos disfuncionais e outros que funcionam muito bem. Essa exposição me deu clareza sobre que tipo de governança queria construir na Bemobi

Publicado originalmente no LinkedIn de Pedro Ripper.