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IA & Mobilidade

Dirigi Teslas por 12 anos. Essa semana, o carro finalmente dirigiu por mim.

Pedro Ripper 24 de abril de 2026 4 min de leitura
Selfie da família com o Tesla Cybertruck.

No final de semana aluguei um Cybertruck com FSD v14.3 e Grok mode para rodar com a família.

Passei o destino por voz para o Grok. O Cybertruck saiu sozinho do estacionamento do shopping, manobrou entre as vagas, seguiu as placas de saída, desceu a rampa, rodou 20 minutos no trânsito até o destino, encontrou uma vaga livre e estacionou. Pela primeira vez em mais de uma década dirigindo Teslas, não toquei no volante uma única vez. Incrivel 😮!

Família dentro do Tesla Cybertruck durante o trajeto autônomo.

Testei os diversos modos de direção que variam do Sloth (bicho-preguiça) até o Mad Max, e o carro dirigiu melhor do que eu (o que, convenhamos, não é grande vantagem).

Tela do FSD do Tesla durante o dia. Tela do FSD do Tesla à noite.

Sou fã da marca desde 2012. Sempre foi menos pela eletrificação e mais pela promessa do carro autônomo.

Por muito tempo, foi só promessa. Há uns 6 anos, em uma road trip pela Califórnia, percorremos 1.600 km em 10 dias com Autopilot. Impressionante para a época, mas longe do que Elon prometia.

2018 — Tesla Model S. 2023 — Tesla Model X. 2026 — Tesla Cybertruck.

A virada começa a partir de 2020, sob a liderança de Andrej Karpathy (diretor de IA da Tesla entre 2017 e 2022): a empresa abandona o sistema especialista baseado em regras e faz um giro de 180 graus rumo a redes neurais end-to-end.

Em 2023, com o FSD v12, 300 mil linhas de código em C++ foram substituídas por ~3 mil que apenas ativam o modelo. O carro aprende a dirigir assistindo humanos. Software 2.0 na prática.

É um dos melhores exemplos de IA indo muito além dos LLMs e entrando nos "world models", sistemas que entendem e reagem ao mundo físico em tempo real. Peça fundamental para os robôs autônomos, uma das próximas grandes ondas da IA.

Tecnicamente, finalmente chegamos lá. Agora falta a regulação correr atrás:

Publicado originalmente no LinkedIn de Pedro Ripper.